Varjão
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Os varjões são áreas inundáveis, que na estação seca tem características de cerrado aberto, mas durante as cheias se transformam em pradarias de vegetação flutuante. Essa comunidade ocorre no lado interno das curvas de rios e furos, nas extremidades de meandros abandonados, em canais antigos que estão fechando e em outros locais onde sedimentos depositados recentemente são inundados por água corrente durante as enchentes.


Os varjões do Cantão abrigam uma grande diversidade florística, e isso se torna evidente durante o pico das enchentes, quando cipós, arbustos e plantas flutuantes florescem, cobrindo grandes extensões com um mosaico de cores. A maior parte dessas plantas produzem frutos que são consumidos pelos peixes. Adicionalmente, as raízes da vegetação flutuante ficam suspensas na coluna d´água e capturam matéria orgânica trazida pela correnteza. Isso ocorre perto da superfície, onde luz e oxigênio são muito mais abundantes do que no fundo do rio. Como resultado, forma-se um ecossistema aquático muito produtivo. Peixes de muitas espécies adentram pelos varjões para se alimentar, seguidos por predadores de peixe como as ariranhas e o gavião-belo.


Os varjões também são o principal hábitat de reprodução para as abundantes ciganas do Cantão. Seus ninhos são meras plataformas de gravetos, construídas nas copas de arvoredos e arbustos isolados pela água das florestas circundantes, inacessíveis para predadores terrestres ou arborícolas. Outras espécies de ave também se adaptaram a nidificar nos varjões durante as enchentes, incluindo o bem-te-vi, que se adapta bem aos mais diversos ambientes, e o anú-coroca, que constrói grandes ninhos comunitários escondidos em densos emaranhados sobre a água.