As principais ameaças ao Parque Estadual do Cantão (PEC) são a pesca predatória, a caça ilegal, o turismo desordenado, e os incêndios que freqüentemente resultam dessas atividades.  Para enfrentar essas ameaças, o Plano de Manejo (PM) do PEC prevê a fiscalização de pontos críticos que controlam o acesso ao interior da unidade, e a implantação de atividades de visitação e ecoturismo para substituir o turismo desordenado e contribuir para a economia local. O ProCantão tem o objetivo de implementar esses elementos do PM do PEC, com enfoque no setor do Parque que se estende da cidade de Caseara, principal comunidade do entorno e via de acesso a unidade, ao Furo do Cicica, que dá acesso à Zona Primitiva da unidade.


Três instituições formam a parceria que vai implementar o Projeto: Instituto Araguaia,  Associação Onça D’água (www.oncadagua.org.br), e Instituto Natureza do Tocantins (www.naturatins.to.gov.br), o órgão gestor do Parque.  Cada parceiro traz sua contribuição para viabilizar o projeto.


O projeto teve início com uma série de oficinas de planejamento, realizadas em campo no PEC e com a participação de técnicos das instituições parceiras.  Nessas oficinas foram definidos impactos aceitáveis, normas de uso e procedimentos de monitoramento específicos para cada atrativo natural, assim como um roteiro interpretativo para cada um.  A seguir foi produzido   e instalado material explicativo e interpretativo (vídeos e painéis) para o Centro de Visitantes  do PEC.  As duas redes de trilhas existentes foram complementadas por bancos de madeira, sinalização, e duas plataformas rústicas para observação de fauna.  Foram então realizadas oficinas de treinamento para preparar membros da comunidade local para trabalhar com visitantes ao PEC.  O PEC recebeu uma canoa tradicional com motor elétrico, para atuar na modalidade de visitação identificada pelo PM do PEC como ideal em termos de baixo impacto e satisfação do visitante.  No primeiro ano do projeto o equipamento é disponibilizado gratuitamente, mas a partir do segundo ano será disponibilizado em regime de fundo rotativo, com cada guia ou agente de viagens se comprometendo a retornar recursos ao fundo para aquisição de novos kits para novos participantes do projeto.  


Paralelamente, estão sendo intensificadas as atividades de proteção e monitoramento da área critica do PEC, com a contratação de um vigilante adicional para a base do IA, viabilizando assim o controle permanente desse acesso estratégico ao interior da unidade.  Os vigilantes realizam patrulhas regulares entre Caseara e o Furo do Cicica e reportam problemas ao Naturatins.  As áreas onde ocorre o uso público e as áreas fechadas à visitação que são usadas como padrão para mensurar impactos são alvo de vigilância intensificada, e o Naturatins se compromete a atuar enviando agentes de fiscalização sempre que acionado pelas instituições parceiras.  Um técnico  do Instituto Araguaia deverá permanecer em campo pela duração do projeto e percorrer o trajeto em questão pelo menos duas vezes por semana, compilando dados georeferenciados sobre ameaças e infrações, visando orientar o planejamento das atividades de proteção.  Esse técnico recebe recursos complementares do projeto para auxiliar os parceiros também na prestação de contas junto ao FUNBIO.


A partir do quinto trimestre de execução, o técnico contratado pelo projeto atuará também no monitoramento do comportamento e grau de satisfação dos visitantes e do impacto da visitação sobre o ecossistema.  Os dados de monitoramento serão avaliados constantemente pela equipe técnica das instituições parceiras, e ajustes serão feitos nas normas de uso conforme necessário.  Os guias e barqueiros locais também receberão orientações adicionais da equipe do Projeto em suas primeiras atuações, para garantir sua adaptação bem-sucedida ao trabalho com visitantes em unidade de conservação.  O monitoramento permanente e gestão adaptativa do uso público garantirá que este ocorrerá nos mais altos padrões de qualidade e com o mínimo impacto possível, estabelecendo-o como alternativa econômica para o PEC e seu entorno.  A ocupação do setor mais estratégico do PEC, que é atualmente via de acesso para a pesca predatória e o turismo desordenado, por guias treinados, visitantes autorizados,  técnicos e vigilantes do Projeto contribuirá enormemente para a proteção efetiva do ecossistema do Parque e para o estabelecimento de uma economia sustentável em seu entorno.


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