Floresta Estacional Semidecidual
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Localmente chamada de "mata de turrão", a floresta estacional semidecidual cresce nos terrenos mais altos do interior do parque, onde as águas só chegam em anos de cheias excepcionais. Essas matas são mais baixas que as florestas de igapó, e seu sub-bosque é mais denso e emaranhado. Esta comunidade natural tambem tem alta diversidade florística, incluindo epífitas abundantes, como bromélias e orquídeas. Muitas das plantas desta comunidade são típicas dos cerrados vizinhos ao parque.

Durante as secas, quando é comum que se passem 90 ou mais dias sem chuva, muitas das árvores da floresta estacional perdem suas folhas. Durante esta estação há um alto risco de incêndios, sejam naturais ou provocados pelo homem. Os incêndios naturais provocados por raios são comuns, mas tendem a se extinguir rapidamente por serem quase sempre seguidos de chuva. Já os provocados pelo homem muitas vezes começam sob o sol escaldante e se alastram, devastando grandes áreas. Isso é frequente na Ilha do Bananal, mas felizmente muito raro no Cantão, já que a maior parte da área é desabitada e o patrulhamento pelos órgãos de fiscalização na época de risco de fogo é bastante intenso.

Durante as enchentes anuais, as matas de turrão são os únicos locais onde há terra firme no interior do parque. Transformam-se portanto nas únicas áreas de alimentação para aves que só comem no chão, como a jaó, o mutum-de-penacho, e as diversas espécies de pombas selvagens que ocorrem no Cantão. Muitas espécies de mamíferos que não sobem em árvores ou sobrevivem em ambientes alagados também se concentram nas florestas estacionais, que assim se transformam em áreas de caça para os dois maiores predadores terrestres do parque: a onça-pintada e a suçuarana ou onça vermelha.